Brasileiros padrão FIFA

Não há dúvidas de que esta foi a Copa das Copas. O jogo começou lá atrás, quando o Brasil foi anunciado como a sede da Copa do Mundo 2014. Protestos, obras em atraso, caos nos aeroportos, estádios sendo construídos do zero. Será que vai ter Copa? Aos trancos e barrancos, teve, sim. Logo na abertura, polêmica: Dilma escapou das vaias, mas tomou um xingamento naquele lugar. Nas ruas, as vozes abafadas pela mídia incomodaram, resultando em prisões e ainda mais confusão. O protesto era digno – não queremos mais estádios, queremos mais hospitais. Mas, assim que a bola rolou em campo e o Brasil encheu nossos corações de esperança, nada mais importava.

Leia mais: Portal Administradores, 15/07/2014

A rua é o altar da cidadania

Cerca de mil empresários e empresárias, representando lideranças do setor de comércio e serviços dos 27 estados brasileiros, marcharam até a praça onde fica a imponente estátua de Tiradentes, monumento bem no centro da capital mineira. A tarde caia em Belo Horizonte deixando o tráfego nervoso no movimentado entroncamento de avenidas onde se ergue a figura estoica do mártir da Inconfidência. Tiradentes morreu em 1792, enforcado e esquartejado pelos prepostos da Coroa portuguesa que, então, dominava explorava a colônia chamada Brasil.

Leia mais: Portal Administradores, 23/04/2014

O desafio da produtividade

O Ranking de Competitividade Global 2013-2014, do Fórum Econômico Mundial, aponta um recuo do Brasil: caiu da 48ª para a 56ª posição em 2013. O índice, elaborado pelo Instituto de Administração de Lausanne na Suíça, avalia as condições de competitividade dos países e nos ajuda a entender por que o País cresce tão pouco – e por que a nossa indústria está encolhendo. O renomado economista Ricardo Amorim, que estará em Joinville hoje para conferência a convite da Acij, é enfático: “Enquanto o setor privado brasileiro não se unir e exigir do governo um corte brutal de gastos e desperdícios, que permita a redução de impostos e libere recursos para mais investimentos em infraestrutura e educação, as dificuldades da indústria não vão passar”.

Leia mais: A Notícia, 25/03/2014

Marcha contra a ditadura

O Brasil foi às ruas e marchou contra a ditadura. A afirmação parece estranha, sem sentido. Na ditadura não há passeatas. Ou seriam reprimidas. Mas nem sempre. Toda manifestação coletiva é como um rio caudaloso que tenta romper a parede de contenção da ordem estabelecida. As atuais manifestações sociais, antes de representarem perigo para nossa incipiente democracia, são a força que rompe uma barreira opressora e desentope canais de participação democrática dos cidadãos na vida da Nação. A pergunta é: contra que opressão o povo se levanta, afinal, se não é pelo direito ao voto, este já garantido e com até elevada frequência bienal?

Leia mais: O Estado de S. Paulo, 24/07/2013